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A pandemia da Covid-19 deixou evidente a importância e a necessidade de valorização da Ciência, desenvolvida, principalmente, pelas Instituições de Ensino Superior. No Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, celebrado neste 8 de julho, a Uece destaca seu crescimento em produção científica.

Segundo a Web of Science, entidade sem fins lucrativos que cataloga e acompanha a produção de pesquisadores de todo o mundo, a Uece teve, em 2020, um aumento de 26,5% no número de publicações de artigos científicos em periódicos internacionais em relação a 2019.

De acordo com a pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa da Uece, professora Lúcia Duarte, isso se deve ao trabalho de professores e de estudantes da instituição, conscientes da importância de suas produções. “A qualidade da produção intelectual dos discentes e dos docentes é destaque na mídia nacional, além de obter ampla divulgação em periódicos nacionais e internacionais, com trabalhos desenvolvidos em torno da temática da Covid-19, cujo impacto auxiliou, de sobremodo, a tomada de decisão nas gestões estadual e nacional da crise decorrente da pandemia”.

Professora Lúcia Duarte destaca, ainda, uma das técnicas adotadas pela Uece. “Dentre as estratégias implementadas para essa melhoria, os programas de pós-graduação realizaram oficinas de escrita de artigos científicos e ofereceram disciplinas optativas sobre escrita acadêmica”, conta a pró-reitora.

Entre as publicações internacionais da Uece, relacionadas à Covid-19, estão: Mortality and survival of COVID-19, no periódico Epidemiology and InfectionEstimation and prediction of COVID-19 cases in Brazilian metropolises, na Revista Latino-Americana de Enfermagem; COVID-19 in a state of Brazilian Northeast: Prevalence and associated factors in people with flu-like syndrome e Prevention measures against COVID-19 performed by people with diabetes mellitus, no Journal of Clinical Nursing.

Web of Science apresenta, também, que, em 2020, o Ceará registrou um aumento de 16,7% em relação ao ano anterior no número de publicações de artigos científicos em periódicos internacionais. O índice obtido no Estado é mais de três vezes superior ao aumento registrado por todo o Brasil, que foi de 5,1%.

Esses números refletem uma realidade que pesquisadores têm observado e destacado no último ano: a administração estadual tem se consolidado como um suporte cada vez mais essencial para a ciência no Ceará, e isso tem feito a diferença na produção de conhecimento e de inovação.

Em 2020, a Capes, um dos órgãos federais de financiamento, diminuiu o total de bolsas de mestrado de 920 para 822. Em relação ao CNPq, outra importante agência da área na esfera federal, a queda foi de 258 para 217. Para cursos de doutorado, também houve redução na Capes de 890 para 824 bolsas. Em contrapartida, no mesmo período, as bolsas da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), demonstraram crescimento no mestrado (594 para 611) e no doutorado (464 para 473).

Incentivos à ciência

Além do incentivo à pós-graduação, o Governo do Estado tem consolidado iniciativas que ajudam estudantes desde a graduação, como o Programa Cientista-chefe. O Programa uniu o setor acadêmico à gestão estadual para promover a melhoria dos serviços públicos através da pesquisa científica, com o apoio através de bolsas e de financiamento para insumos que beneficiam centenas de alunos de iniciação científica, de mestrado, de doutorado e estagiários de pós-doutorado.

“Vários indicadores apontam na direção de que o Ceará vem avançando na qualificação do seu ecossistema do conhecimento. O aumento quantitativo e qualitativo da produção científica, das parcerias com a indústria, da inserção internacional, da interiorização do ambiente de pesquisa e a utilização da ciência para qualificar as políticas públicas pavimentam o caminho para consolidar o Ceará como um estado empreendedor”, declara Antônio Gomes Souza Filho, Cientista-chefe para avaliação das ações de Ciência e Tecnologia da Funcap.

Ciência para combate à Covid-19

Outra importante iniciativa do Governo do Estado veio em março de 2020, mês em que os primeiros efeitos da pandemia do novo coronavírus foram detectados no território cearense. Através da Funcap, foi lançada uma linha de financiamento para projetos de combate à Covid-19. Dela vieram resultados como o capacete Elmo, solução inovadora para pacientes com problemas respiratórios. O produto, hoje, é usado em vários estados do Brasil e segue avançando para versões mais tecnológicas que proporcionem maior conforto aos pacientes.

Retorno

De acordo o professor Luiz Drude, diretor científico da Funcap, “o Governo do Ceará entende que a ciência é a chave para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, e a Funcap tem sido um dos principais instrumentos de suporte a essa política”. Na sua avaliação, os resultados obtidos, no aumento de publicações ou em inovações, como o Elmo, possibilitam mostrar à sociedade como investir na ciência é uma decisão acertada principalmente em um cenário de diminuição de recursos para a ciência em âmbito nacional.

Já o professor Jorge Soares, diretor de inovação da Funcap, destaca que “no Ceará se percebeu o retorno do investimento em ciência e em inovação. É um apoio para formação de recursos humanos e de pequenas empresas e laboratórios, para que todos trabalhem na solução de problemas que podem ser locais, mas têm um alcance potencial de escala bem maior, inclusive internacional”. Ele acredita que, para além do apoio na forma de editais e de bolsas, a Funcap cumpre um papel essencial de hub (ponto de conexão), unindo o meio acadêmico, o Governo e as empresas.





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