Era para ser dia 12 de julho, mas a montadora empurrou o retorno do segundo e do terceiro turno para o dia 26 de julho, porém, agora mudou novamente e o retorno ocorrerá nesta segunda, dia 19.

No dia 15 de julho, a Hyundai havia retomado a produção, porém, verificou que as entregas de semicondutores foram adiantadas e por isso antecipou a retomadas das outras duas turmas em Piracicaba em uma semana.

Essa mudança permitirá que a Hyundai não perca o ritmo de produção e possa até brigar com a Fiat pela liderança no segmento de automóveis, onde o HB20 mede forças com o Argo na primeira quinzena de julho.

Em nota, a montadora disse: “A Hyundai Motor Brasil antecipa o retorno da produção dos 2º e 3º turnos de sua fábrica em Piracicaba (SP) de 26 de julho para 19 de julho. O 1º turno já havia retornado em 15 de julho. A empresa segue monitorando a situação de instabilidade no fornecimento de componentes eletrônicos e tomará as medidas necessárias para adaptar, sempre que necessário, os volumes de sua produção.”

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A situação então continua ruim, visto que a produção regular já não depende mais da demanda de mercado, mas do fornecimento de componentes eletrônicos para fazer os carros funcionarem plenamente.

Até 2023?

Mas, quando isso vai acabar? Em entrevista para a CNN Brasil, Gisselle Ruiz Lanza, diretora da Intel no Brasil, disse que a crise no fornecimento de chips deverá se estender até 2023.

Ela explicou que o fornecimento global foi interrompido pela paralisação dos mercados, enquanto a demanda por semicondutores aumentou vertiginosamente com as pessoas em casa.

Assim, quando a produção retomou, a indústria do setor não podia atender a demanda fora do comum. Ao mesmo tempo, as montadoras retomaram a produção e logo a escassez dos componentes eletrônicos se tornou evidente.

Para Lanza, a atual crise no setor automotivo deve durar mais seis meses, citando o segundo semestre de 2021 como ainda ruim para o setor. Nesse caso, significa mais reduções de turnos e paralisações nas linhas de montagem.

Mesmo na indústria de eletrônicos há falta de chips e se estima que os preços dos smartphones devam subir 15%. No setor automotivo, os preços subiram além de 30%.

[Fonte: AB/CNN]

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