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    A Suzano (SUZB3) pode se tornar uma grande pagadora de dividendos em 2022? – Money Times


    Suzano SUZB3
    Comprar a ação da Suzano pensando em dividendos vale a pena? (Imagem: Reprodução/Suzano)

    A Suzano (SUZB3) começou o ano deixando seus investidores bem animados, com o pagamento de R$ 1 bilhão em dividendos, ou R$ 0,74 por ação. 

    Os proventos serão pagos em 27 de janeiro. O investidor que quiser aproveitar, terá até o dia 18 de janeiro para comprar o papel. A partir de 19, a ação passa a ser negociada “ex-dividendos”.

    Agora, surge a questão se a Suzano terá fôlego para mais pagamentos nos próximos meses.

    Lembrando que esses proventos são referentes aos resultados do ano passado, quando a empresa conseguiu encaminhar uma boa sequência de lucros.

    Se o investidor está pensando em comprar a ação mirando os dividendos, pode se decepcionar, dizem analistas ouvidos pelo Money Times.

    O ponto é que o pagamento mais generoso de proventos vem de um resultado fora da curva em termos de lucro líquido, causado pela valorização da sua principal commoditie no ano de 2021, a celulose.

    “A Suzano não possui um histórico forte de pagamento de dividendos e sofreu muito nos últimos anos com os movimentos adversos nos preços de celulose”, argumenta o especialista da Valor Investimentos, Everton Medeiros.

    O anúncio da sexta-feira passada ocorreu após quase três anos. O último havia sido em abril de 2019, referente ao exercício social de 2018.

    “Mesmo que essa distribuição de R$ 1,2 bilhão em dividendos seja superior aos anos anteriores, esse valor acaba sendo um acumulado desde o exercício social de 2019 somado a um caixa de R$ 3,363 bilhões, segundo dados do terceiro trimestre de 2021”, diz a analista da Terra Heloïse Sanchez.

    Além disso, os retornos via dividendos tendem a ser baixos considerando a base acionária grande da empresa e sua cotação elevada, lembra Mario Mariante, analista-chefe da Planner.

    Porém, na visão de Medeiros, do Valor, atualmente a empresa possui uma margem líquida melhor que seus pares setoriais, algo em torno de 30% contra aproximadamente 20% em Irani (RANI3) e Klabin (KLBN11). 

    “Isso certamente será um diferencial na capacidade futura da companhia de remunerar o acionista”, completa

    Tudo depende do caixa

    Segundo os analistas, para sustentar dividendos a empresa terá que entregar resultados. E para fazer caixa, a Suzano depende do preço da celulose.

    Na opinião de Medeiros, ao que tudo indica, a alta na celulose está sendo controlada pelo aumento da oferta, principal gargalo que gerou a disparada dos preços no último ano.

    Existe também novas iniciativas já em andamento para expansão da produção, principalmente na América do Sul e China.

    “O nível de demanda tende a crescer menos que o da oferta, dado que os principais setores demandantes do papel, o de higiene pessoal e de embalagens, têm sua expectativa de crescimento já ajustada. Esse cenário tende a gerar um reajuste para baixo nos preços, principalmente no segundo semestre deste ano”, aponta.

    Papel higiênico, Suzano
    Segundo a companhia informou em outras ocasiões, o reajuste acontece com a retomada da demanda na China no final do ano passado (Imagem: YouTube/Suzano)

    Bom presságio: alta da celulose

    Na última quarta-feira, a empresa elevou o preço da celulose para US$ 50 por tonelada na Ásia, um dos maiores mercados consumidores do produto. 

    É o terceiro reajuste da companhia na região recentemente. Em dezembro, o preço aumentou em US$ 20/t e em janeiro em US$ 30/t.

    Segundo a companhia informou em outras ocasiões, o reajuste acontece com a retomada da demanda na China  no final do ano passado.

    O Itaú BBA classificou a alta como importante, “já que não esperávamos um avanço tão forte vindo na sequência de altas recentes”.

    “Mesmo assim, acreditamos que a implementação desse novo aumento será bem-sucedida, uma vez que a demanda vista no mês de janeiro na Ásia foi bastante forte e porque a disponibilidade dos estoques na China está baixa”, completa.

    Para o BTG, há uma recuperação da demanda chinesa e a oferta ainda segue indefinida, além de estoques baixos nas fábricas de papel.

    “O sentimento está melhorando de forma geral na indústria. Com os preços de revenda de fibra curta em uma diferença de US$ 90/t em relação aos importados, não ficaríamos surpresos em ver aumentos de preços adicionais sendo anunciados para capturar essa diferença”, completa.

    O BTG tem expectativa de lucro líquido de R$ 7 bilhões para a Suzano em 2022 e R$ 9,8 bilhões em 2023, distantes dos R$ 13 bilhões do ano passado. Apesar disso, o banco projeta um dividend yeld de 2,5 para 2023.

    Tanto BTG quanto BBA têm recomendação de compra para Suzano, com preço-alvo de R$ 92 e R$ 74, respectivamente. 



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